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italiana Monica Amala Simionato foi mais uma convidada a proferir palestra magna para o grande público, de mais de 700 pessoas no I Congresso de Gestão de Pessoas do Piauí, que começou no dia 13 e será encerrado neste sábado (15), no Rio Poty Hotel, em Teresina. A sua palestra foi a penúltima da sexta-feira e teve como tema “Coração e cérebro, os aliados da transformação do ser humano”. Depois, fechando a noite, a palestra foi do presidente da Fundação Roberto Marinho, Nelson Saviolli.
“Como fazemos para mudar?” Foi assim que a italiana começou a conversar com o público. “Mudanças aceleradas, globalização, novas tecnologias, clientes mais exigentes. É tudo tão complexo. A gente vai estourar, porque é muito difícil aprender tanto todo dia, no escritório, em casa. A gente pode ter um colapso, porque é muita coisa, o nível de exigência, essa cobrança pode estourar com a gente. Então, qual é o segredo? O segredo é ser conexo com o nosso corpo”.
Ela continuou: “Quais são os elementos do nosso corpo? Corpo, mente e coração, conectados a gente consegue aprender melhor e com mais facilidade. Se a gente não une os três elementos teremos o estresse emocional. As emoções são super importantes, só que se a gente se deixa transportar, sobretudo, para as emoções negativas, a gente estoura. A perca do cérebro emocional perde muito o equilíbrio, perda de controle”, explicou, afirmando que a sua mensagem a deixar para o público era apenas de que as pessoas poderiam assimilar essa informação: “União do cérebro racional com o cérebro emocional para a conquista do equilíbrio.
Monic, que é formada em Antropologia pela Universidade de Turim, na Itália, é mestre em Jornalismo e Comunicação pela Universidade R. Schuman de Strasbourg, na França. É especializada em Análise Transacional, Psicopedagogia, Programação Neuro-Linguística (PNL), Anger Management (Gestão da Raiva) e em prevenção dos conflitos entre as pessoas, buscou explicar melhor o tema mostrando alguns vídeos, entre eles um bastante conhecido, que foi a partida na final da copa do mundo, de 2006, entre França e Itália, no qual ficou marcada a cabeçada insensata que o atacante Zidane aplicou no italiano Materazzi, resultandona expulsão de um dos jogadores mais respeitados e tidos como disciplinares do mundo. O fato manchou a imagem do jogador no Mundial. A Itália venceu a França nos pênaltis e foi campeã. Segundo ela, Zidane perdeu o controle, porque não soube fazer a junção da razão com a emoção. “A cabeçada, a expulsão e a perda do título foram o estouro, ocasionados pela falta do equilíbrio, do controle”, destacou.
Além das palestras do dia, o I Congresso de Gestão de Pessoas do Piauí trouxe também depoimentos de gestores que desenvolvem trabalhos voltados para gestão com foco na educação, tema central do encontro. Um dos convidados da tarde foi Horácio Almendra, presidente do Instituto IQE, empresa do terceiro setor que desenvolve um trabalho educacional em escolas públicas em parceria com empresas privadas. O trabalho da entidade é firmar convênios com empresas para que elas apadrinhem escolas para que elas funcionem melhor, reduzindo índices de analfabetos funcionais. “Os alunos de escola pública têm os mesmos direitos dos alunos de escola privada, que é o direito a educação de qualidade”, declarou Almendra.
Durante a tarde houve ainda um painel de debates com o economista Jean Lustosa, que trabalha no setor de RH da Caixa Econômica Federal - CEF e Marília Vargas, gerente de RH do Armazém Paraíba e da Guadalajara. A presidente da ABRH-PI, Ana Cristina Barros, e a diretora da Associação Socorro Cerqueira conduziram os dois cases, complementando o assunto e conduzindo o público às questões.
No painel, foi discutida a importância dos Recursos Humanos em uma empresa, a importância da qualificação dos funcionários para o crescimento da empresa. “O empresário tem interesse em investir nas pessoas para ter retorno em suas empresas. É preciso investir nas pessoas, investir nas lideranças”, destacou Marília. Jean Lustosa destacou os programas de qualificação dos funcionários que a Caixa desenvolve, como a Universidade Corporativa, que pretende motivar e formar melhor seus funcionários. Os dois convidados falaram das dificuldades encontradas para o desenvolvimento desse trabalho dentro das empresas. E os dois concordaram em dizer que motivar os funcionários é o maior obstáculo encontrado. “Conseguir convencer os colaboradores a aderirem aos programas, se motivarem a buscar o novo, a se qualificarem a saírem da inércia é de fato a maior dificuldade encontrada para o desenvolvimento do nosso trabalho”, afirmou Jean.
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